País
Operação "Imergente". Cinco detidos nas buscas em juntas e autarquias socialistas por suspeitas de crimes de prevaricação
A Polícia Judiciária está a realizar buscas na sede do Partido Socialista e em várias freguesias e câmaras da Área Metropolitana de Lisboa. A investigação está centrada num alegado esquema de favorecimento associado ao poder autárquico do PS na capital. Entre os cinco detidos está Duarte Moral, assessor do PS e de António Costa quando este foi ministro da Administração Interna. Foram ainda constituídos 37 arguidos. O PS afirma que o partido "não é visado" e que as diligências são relacionadas com atividade de "um dos seus trabalhadores".
A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, está a realizar uma operação policial, para cumprimento de 60 mandados de busca domiciliária e 32 mandados de busca não domiciliária, nas zonas de Lisboa, Mafra, Oeiras, Amadora e Coimbra.
Investiga a prática dos crimes de prevaricação e participação económica em negócio, envolvendo a adjudicação de diversos contratos por parte de câmaras municipais e juntas de freguesia.
Está em causa a eventual prática de crimes de prevaricação, participação económica em negócio, peculato, abuso de poderes, burla qualificada, falsificação de documento e fraude fiscal qualificada.
De acordo com uma nota de imprensa do DIAP de Lisboa, em causa adjudicações num "valor global ascende a quase dois milhões de euros", bem como "a emissão de faturas para recebimento indevido, por dois suspeitos, de quantias de partido político".
Em causa estão procedimentos de ajuste direto ou de consulta prévia, em clara violação das normas legais aplicáveis e com evidente prejuízo para o erário público.
A operação "Imergente" mobilizou cerca de 400 inspetores e peritos da Polícia Judiciária e sete magistrados do Ministério Público.
Os detidos serão presentes no Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa, para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação. O inquérito é dirigido pelo DIAP Regional de Lisboa.
A RTP apurou que os cinco detidos ainda não chegaram à sede da PJ em Lisboa.
PS "não é visado" pela investigação da PJ
Em comunicado, o PS confirma que a Polícia Judiciária está na sede nacional do partido, a realizar diligências relacionadas com atividades que são imputadas "a um dos seus trabalhadores" e alega que não é o partido, "como tal, visado pela investigação da Polícia Judiciária".
O Partido Socialista acrescenta que está a colaborar com a Polícia Judiciária, "no sentido de assegurar a boa condução das investigações e no respeito integral dos princípios e regras do Estado de direito".
Em comunicado, o PS confirma que a Polícia Judiciária está na sede nacional do partido, a realizar diligências relacionadas com atividades que são imputadas "a um dos seus trabalhadores" e alega que não é o partido, "como tal, visado pela investigação da Polícia Judiciária".
O Partido Socialista acrescenta que está a colaborar com a Polícia Judiciária, "no sentido de assegurar a boa condução das investigações e no respeito integral dos princípios e regras do Estado de direito".
Carneiro garante cooperação com autoridades judiciárias
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, garantiu uma estreita cooperação com as autoridades judiciárias no âmbito da Operação “Imergente”.
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, garantiu uma estreita cooperação com as autoridades judiciárias no âmbito da Operação “Imergente”.
José Luis Carneiro reafirma que o alvo das buscas da Polícia Judiciária não é o PS.
Numa declaração aos jornalistas no parlamento, o líder socialista acrescentou que não tem conhecimento sobre a detenção de Duarte Moral.
Numa declaração aos jornalistas no parlamento, o líder socialista acrescentou que não tem conhecimento sobre a detenção de Duarte Moral.
"Quero garantir que tudo farei para que a legalidade seja defendida e promovida em todos os níveis de responsabilidade do PS, seja a nível local seja nacional", afirmou o líder socialista.